Rivolição no Rivoli!

17Out06

O que se passa no Rivoli deixou-me perplexo, com a ocupação feita por alguns civis ou artistas, ou lá o que são! O que me surpreendeu foram as justificações dadas pelos ocupas, embora muitas delas lógicas e compreensiveis, houve uma que ecoou dentro do ouvido “…o Rivoli não tem de ser rentável!”, dizia uma senhora ao reporter enquanto mascava uma pastilha.
Ora sei que muitos de vocês me vão acusar de capitalista ou algo do género, mas o que é verdade é que neste país as pessoas tem a mania de pensar que serviço público não tem de ser necessariamente rentável. Eu acho que qualquer serviço seja qual for a sua tipologia deve ser e tem de ser rentável e por conseguinte viável e sustentável, para tal tem de haver lucro, nem que seja o denominado lucro 0, onde os lucros igualam os custos .
Nos dias de hoje este tipo de ideias do não tem de ser rentável, tem de acabar! Porque os serviços públicos têm de ser rentáveis ao ponto de serem sustentáveis.

Caso a sociedade não mude, teremos então de alterar a definição de Serviço Público!

Postado por Ulmi®



4 Responses to “Rivolição no Rivoli!”

  1. 1 ka

    Concordo contigo plenamente, mas… “esta palavra estraga sempre tudo”, existem serviços que existem para ter prejuízo, são investimentos que se fazem e que deviam ser sustentáveis ou com lucro -1. Conto com DEFESA, HOSPITAIS, CENTROS DE SAUDE, LABORATORIOS DE INVESTIGAÇÃO entre outros.
    Estes serviços publicos sao fontes de gastos mas tb de grande importancia para a comunidade. Bem a “DEFESA” é +/- discutivel. Mas enfim… ganha-se num lado para por do outro…

  2. 2 gads

    Eu não concordo no sentido em que o Ulmi escreve.
    Há serviços que não são (ou não precisam) ser rentáveis do ponto de vista económico, mas que podem ser rentáveis de outros pontos de vista (culturais, por exemplo).

    E concordo com o ka quando diz que existe serviços que existem para ter prejuízo económico. Supostamente pagas os impostos para usufruires destes serviços quando deles precisas.

    Não me desviando do teu post, e resumindo, deverá existir um esforço para não se esbanjar dinheiro evitando descalabros económicos, mas penso que é bom haver instituições (neste caso o Rivoli) que não sendo orientadas à obtenção de lucro permitirão oferecer um leque mais alargado e alternativo de serviços.
    Além disso, nunca sabes quando poderás a vir descobrir um novo Shakespeare por teres investido em pessoas aparentemente menos lucrativas.

  3. Boas!!

    Não é que queira arranjar confusão, nem que toda a gente partilhe da mesma visão que eu, caso fosse assim viveriámos num mundo melhor, mas isso é uma outra conversa!
    Só vou esclarecer o meu ponto de vista, que acho que não está explicito no post. Vamos lá então por as cartas em cima da mesa.

    -Rivoli –> tem receitas + injecção de dinheiro;
    -Municipios –> tem receitas + injecção de argent;
    -Finanças –> tem receitas + injecção de pilim;
    -Justiça –> tem receitas + injecção de massa;
    -Laboratórios –> deviam ter receitas + injecção de notas;
    -DGRF –> deveria ter receitas + injecção de moedas;
    -RTP –> tem receitas + injecção monetária.

    Ou seja, todos estes serviços embora tenham receitas mais injecções monetárias que proveem do bolso de todos nós, não conseguem muitas das vezes equilibrar contas, de modo a que se tornem rentáveis ao ponto de se atingir o lucro 0, ou seja, sustentabilidade! Pelo contrario por vezes são um poço sem fundo!

    Mais uma vez isto é uma visão capitalista de tudo, no entanto não quero dizer que começem as privatizações, não de forma alguma, só que talvez seja urgente uma mudança de atitude e/ou mentalidade por parte do Governo e de todos nós!

    Apenas a minha opinião, de uma pessoa que tem um cérebro demasiado pequeno para acabar este comen…………………………………………..

  4. 4 gads

    Penso que isso irá mais ao encontro sobre o que falei sobre a gestão e evitar o esbanjamento de dinheiro público.
    Todos os serviços deveriam evitar serem um poço sem fundo, e se possível gerar receitas.

    No entanto, o que quero dizer é que um serviço público não tem de ser à partida um serviço lucrativo ou de lucro 0 (embora isso não queira dizer que não possa vir a sê-lo).

    Vou tentar dar dois exemplos.
    O primeiro sobre o hospital de Santarém. Neste hospital, uma das medidas tomadas para tornar o hospital um serviço “lucrativo” foi diminuir a qualidade das próteses usadas nos pacientes. Será que é isto que se pretende num serviço deste tipo? Do ponto de vista económico, é melhor…

    Outro exemplo (este menos sério), imagina a RTP à semelhança da TVI e SIC, passar a dar telenovelas – “Salada de frutas com chantili” quase 24h por dia. Ou terminar com a RTP2 porque é uma TV com programas de audiências menores… (atenção, estou a dar o exemplo da RTP, mas até sou da opinião que este serviço conseguirira ser lucrativo).

    Just my 2 cents🙂


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